segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dica de leitura: Especial Tecnologia da revista NOVA ESCOLA

O Especial Tecnologia da revista NOVA ESCOLA traz dicas de como o professor pode usar a internet a seu favor. E ainda, quais os cuidados para incluir esse novo formato de trabalho no seu dia-a-dia”. Traz também:
• 40 ferramentas gratuitas para todas as disciplinas.
• Opinião e dicas de 20 especialistas. 
• 22 depoimentos de quem alcançou bons resultados.

Artigo: Saberes e atitudes de alunos com deficiência

Saberes e atitudes de alunos com deficiência

Os pequenos com deficiência sabem muitas coisas. Às vezes, até mais que os colegas

Carla Soares Martin (novaescola@atleitor.com.br)
A cada novo conteúdo a ser ensinado, de acordo com seu planejamento, você se depara com a tarefa de sondar quanto a turma já sabe sobre aquilo para determinar como levá-la a avançar. Quando há uma criança com deficiência na sala, a história não deve ser diferente. É preciso verificar também o que ela já conhece e seguir em frente com a etapas previstas. Mais do que se basear num diagnóstico médico que limite as possibilidades dela, proponha situações de aprendizagem desafiadoras para descobrir até onde ela pode chegar.

Colocando o foco no aprendizado e considerando cada criança em suas particularidades, você evita a preocupação demasiada com os sintomas ou com a adequação do comportamento dela. "É muito complicado transportar um diagnóstico médico para a sala de aula. Ele ajuda, mas não pode ser um rótulo que se tenha de carregar e impeça o aprendizado", afirma Simone Kubric, educadora do Trapézio - Grupo de Apoio à Escolarização, em São Paulo. Não são raras as ocasiões em que o aluno supera as expectativas criadas pelos médicos, surpreendendo a todos com seu desempenho.

Para investigar o que os alunos com algum tipo de deficiência já sabem, você pode usar as mesmas estratégias que prepara para os demais, desde que adote diferenciações adequadas a cada necessidade da criança. O importante é colocar todos os estudantes em contato com aquilo que pretende ensinar.

A estratégia escolhida deve permitir que eles usem, durante a sondagem, informações e práticas já conhecidas. Os resultados dão uma ideia dos conhecimentos prévios de cada um, evitando que você proponha situações fáceis demais - e, portanto, desmotivantes - ou apresente algo exageradamente complexo, que os alunos, naquele momento específico, ainda não têm condição de se apropriar.

Dada a aula, você tem pela frente a tarefa de avaliar o que todos aprenderam. Aqui é preciso evitar o erro de comparar crianças diferentes, ou querer nivelar o desenvolvimento da turma. Isso vale para crianças com e sem deficiência. O desempenho de cada aluno deve ser confrontado com o conhecimento prévio que ele tinha, levando em conta suas possibilidades individuais. "O correto é comparar cada aluno com ele mesmo", diz Silvana Lucena Drago, responsável pelo setor de Educação Especial da Diretoria de Orientação Técnica da prefeitura de São Paulo.

Avaliação de atitudes

Para que a avaliação do aluno com deficiência saia a contento, é importante ter em mente o que se quer que ele aprenda, quais são os objetivos que ele deve atingir e os conteúdos a dominar. Outra tarefa é determinar as metodologias e estratégias que serão adotadas. Nesse sentido, vale lembrar que todas as atividades oferecem elementos para avaliação. Atitudes muito simples, como se reunir em grupo, permanecer sentado na carteira, se alimentar, cuidar da higiene pessoal sozinho e utilizar os materiais escolares corretamente podem ser considerados grandes avanços para estudantes com deficiência intelectual. A observação de todos no dia a dia é sempre de grande valia para o professor.

"O educador não pode apenas procurar o que está errado no aluno. O importante é verificar o que ele foi capaz de aprender", diz Maria Tereza Esteban, da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro. E, no caso das crianças e dos jovens com deficiência, pequenas atitudes são sempre indícios de progressos, mesmo que eles não apreendam todo o conteúdo que você tentou ensinar na sua disciplina.

Para acompanhar a aprendizagem das crianças, é preciso fazer registros diários sobre o desempenho delas e compilar os trabalhos que realizam em sala. Esse material pode ser transformado num portfólio (arquivo da produção dos alunos). A periodicidade com que esses registros são transformados em notas depende da política educacional de cada escola. Pode ser bimestral ou trimestral.

O importante é que esses progressos sirvam de instrumento para que você verifique o que cada um aprendeu e, especialmente no caso dos alunos com deficiência, planeje estratégias diferenciadas para que eles não parem de avançar. Essa verificação também servirá para o planejamento dos objetivos seguintes. Assim você sempre poderá determinar com mais segurança o que ensinar a cada etapa e qual a maneira mais apropriada de fazer isso.

Comportamento nas provas
A forma de se comportar no ambiente escolar, além de ser ensinada, precisa ser também avaliada. Um aspecto particularmente importante é como se portar durante uma prova. Nesses tempos em que as avaliações de sistemas estão se tornando cada vez mais frequentes, trabalhar essa questão com aqueles que apresentam deficiência ganha importância.

Alunos com deficiência das escolas municipais da capital paulista, por exemplo, já são submetidos à Prova São Paulo, que avalia os estudantes do Ensino Fundamental em Língua Portuguesa e Matemática. Para participar, os alunos com autismo, por exemplo, contam com a ajuda de um professor com quem tenham mais afinidade. As crianças com deficiência visual severa recebem a prova em braile ou fazem o exame com a ajuda de ledor e escriba.

Na Rede Estadual de São Paulo, todos os alunos participam do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), que serve de base para o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp). Mas algumas flexibilizações são contempladas, como no caso dos alunos com deficiência intelectual. Eles fazem a prova como os demais, na perspectiva da inclusão, mas as notas alcançadas por eles não são contabilizadas no resultado final do exame.

ALTAS HABILIDADES

Como identificar a superdotação

                                                                     
Reserve alguns minutos para listar os nomes dos alunos que logo vêm à sua mente quando você lê as descrições abaixo. Utilize essa lista (preparada pelo MEC) como uma "associação livre" e de forma rápida. É provável que você encontre mais do que um estudante em cada item. Quem exibir consistentemente vários dos comportamentos tem fortes chances de apresentar altas habilidades.

1 Aprende fácil e rapidamente.

2 É original, imaginativo, criativo, não convencional.

3 Está sempre bem informado, inclusive em áreas não comuns.

4 Pensa de forma incomum para resolver problemas.

5 É persistente, independente, autodirecionado (faz coisa sem que seja mandado).

6 Persuasivo, é capaz de influenciar os outros.

7 Mostra senso comum e pode não tolerar tolices.

8 Inquisitivo e cético, está sempre curioso sobre o como e o porquê das coisas.

9 Adapta-se com bastante rapidez a novas situações e a novos ambientes.

10 É esperto ao fazer coisas com materiais comuns.

11 Tem muitas habilidades nas artes (música, dança, desenho etc.).

12 Entende a importância da natureza (tempo, Lua, Sol, estrelas, solo etc.).

13 Tem vocabulário excepcional, é verbalmente fluente.

14 Aprende facilmente novas línguas.

15 Trabalhador independente.

16 Tem bom julgamento, é lógico.

17 É flexível e aberto.

18 Versátil, tem múltiplos interesses, alguns deles acima da idade cronológica.

19 Mostra sacadas e percepções incomuns.

20 Demonstra alto nível de sensibilidade e empatia com os outros.

21 Apresenta excelente senso de humor.

22 Resiste à rotina e à repetição.

23 Expressa ideias e reações, frequentemente de forma argumentativa.

24 É sensível à verdade e à honra

NOVA ORTOGRAFIA


GUIA DA NOVA ORTOGRAFIA


DOUGLAS TUFANO

EDITORA MELHORAMENTOS


Acordo Ortográfico
 

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995. A implantação das regras desse Acordo foi prevista para acontecer a partir de janeiro de 2009.

Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.

Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, este é apenas um roteiro com o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras.




Mudanças no alfabeto


       O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser:
 

As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:

a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);

b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.

 
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano

Mudanças nas regras de acentuação

1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
 2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
 3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).


4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.


Atenção:

• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

 • Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

 • Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:

Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.

Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.

Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.

Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.

Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.

Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.


• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
 
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
 
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.

Veja:

 a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos:

• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.

• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.

b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):

 • verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.

• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
 

Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

 Uso do hífen

       Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.

As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.

1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos:

Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).

 2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos:

 
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos:
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos:
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos:
 
Atenção:
• Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
 
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.
 
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos:

8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.  Exemplos:

9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
 
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos:


12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Resenha: Comunicação, educação e novas tecnologias: tríade do século XXI


COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS: TRÍADE DO SÉCULO XXI
Guilhermo Orozco Gómez


As novas tecnologias constituem um desafio para todos, no que diz respeito à democratização da comunicação, da educação e do conhecimento.

As novas tecnologias devem servir de suporte de uma comunicação educativa mais diversificada, pelas linguagens variadas, circulação de novos conhecimentos, etc. Por outro lado, as novas tecnologias devem ser objeto de estudo e análise.

A tríade comunicação, educação e novas tecnologias é uma das problemáticas do novo milênio.

Esse desafio não se apresenta apenas para comunicadores e educadores, mas também para a democracia, para a cultura.

Ao mesmo tempo que as novas tecnologias abrem uma série de possibilidades para o conhecimento também representam uma preocupação para o futuro das nossas sociedades.

Para a maioria das sociedades contemporâneas as novas tecnologias são apenas promessas de desenvolvimento humano. Segundo o Inegi (Instituto Nacional de Estatística do México), 1999, 60% dos computadores do mundo conectados à Internet estão nos Estados Unidos.

Diante de todos os benefícios oferecidos pela tecnologia vemos as enormes diferenças que essas tecnologias representam para a maioria dos seres humanos.

O que se propõe é a criação de estratégias para se aproveitar o potencial da tecnologia, sem incorporá-la acriticamente na sociedade.

Isso exige consciência e vontade política; sensibilidade e decisão por parte da sociedade, principalmente das instituições sociais, culturais e educativas.

O desenvolvimento tecnológico depende de decisões políticas e econômicas, e não somente técnicas.

Várias dessas decisões são tomadas visando o benefício de alguns, visando lucro e exploração de mercado, visando o interesse político.

Uma nova tecnologia só chega a ser tal quando é mercadologicamente viável e politicamente conveniente.

Grandes setores da sociedade não têm acesso a vários benefícios tecnológicos ou têm de se contentar com benefícios de menor qualidade.

É necessário equilibrar as diferenças no acesso e uso das tecnologias por todos os cidadãos.

Na educação, há a necessidade de instrumentar uma estratégia pedagógico-política que provoque mudanças efetivas na sociedade, beneficiando o máximo possível de usuários e não somente os comerciantes da tecnologia.

Muitos processos tecnológicos se contextualizam por objetivos sociais consumistas.

A transformação da demanda social por novas tecnologias é um processo longo e difícil, que só será possível através da educação, de uma educação que fortaleça sua própria cultura.

A educação não deve apenas incorporar meios e tecnologias de informação. É preciso pensar na aprendizagem e não apenas modernizar o ensino.

A tecnologia não deve ser usada apenas como transmissor, mas também deve ser objeto de análise e estudo. Assim, o objetivo principal de se incorporar a tecnologia à educação seria o aprendizado, considerando a experiência e a vivência dos educandos. Também se faz necessário orientar os educandos sobre o uso adequado de qualquer meio ou tecnologia.

Incorporar as novas tecnologias à educação requer transformação dos processos de ensino-aprendizagem, da estruturação dos conteúdos, das situações de interação com ele. O que significa uma transformação da estrutura pedagógica tradicional da instituição escolar.

O processo educativo deve partir do sujeito educando e do seu contexto. O conteúdo seria sempre o ponto de chegada.

Isso supõe uma transformação na escola e nos sujeitos que participam do processo educativo: educadores e educandos, administradores e autoridades.

Nessa nova perspectiva de educação, o papel dos comunicadores profissionais é múltiplo. Seu principal desafio é propiciar uma produção comunicativa a partir das características dos sujeitos educandos, não dos conteúdos nem dos meios. Assim como, desenvolver meios para vincular os educandos-usuários com a informação. Os comunicadores seriam os peritos no acompanhamento do processo educativo.

Para nós, educadores e futuros psicopedagogos, as novas tecnologias constituem um desafio se queremos mudanças realmente significativas na educação e no processo de aprendizagem. É necessária uma transformação na escola e nos sujeitos que participam do processo educativo. É necessário pensar em tecnologia criticamente e ensinar a pensar criticamente sobre ela.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Livros














Filmes


A MAÇÃ



Mulher cega e seu marido matêm as filhas gêmeas presas, seguindo vagos preceitos do Alcorão. As meninas são soltas, após 11 anos em cativeiro, e têm que descobrir o mundo com olhos infantis que nunca conheceram nada além de sua alcova. Filme de estréia da diretora iraniana Samira Makhmalbaf.

PRECIOSA


1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo'Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.

COMO ESTRELAS NA TERRA


É a história de uma criança, Ishaan Awasthi, de 9 anos, que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Um professor substituto de Artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a pôr em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e a vontade de viver


MEU PÉ ESQUERDO



Christy Brown (Daniel Day-Lewis), o filho de uma humilde família irlandesa, nasce com uma paralisia cerebral que lhe tira todos os movimentos do corpo, com a exceção do pé esquerdo. Com apenas este movimento Christy consegue, no decorrer de sua vida, se tornar escritor e pintor.

MEU NOME É RÁDIO



Harold Jones (Ed Harris) é um técnico de futebol americano que desenvolve uma amizade com Radio (Cuba Gooding Jr.), um estudante do colegial que é deficiente mental. A amizade dos dois cresce com o passar dos anos, com Jones acompanhando a transformação de Radio de um jovem tímido para a inspiração da comunidade em que vive.

UM SONHO POSSÍVEL



O adolescente Michael Oher (QUINTON AARON) sobrevive sozinho, vivendo como um sem-teto, quando é encontrado na rua por Leigh Anne Tuohy (SANDRA BULLOCK). Tomando conhecimento de que o garoto é colega de turma de sua filha, Leigh Anne insiste que Michael — que veste apenas bermuda e camiseta em pleno inverno — deixe-a resgatá-lo do frio. Sem hesitar por um momento sequer, ela o convida a passar a noite em sua casa. O que começa com um gesto de bondade evolui para algo maior, pois Michael passa a fazer parte da família Tuohy, apesar de terem origens bem diferentes. Vivendo no novo ambiente, o adolescente tem de encarar outros desafios. E à medida que a família ajuda Michael a desenvolver todo o seu potencial, tanto no campo de futebol americano quanto fora dele, a presença de Michael na vida da família Tuohy conduz todos por uma jornada de autodescoberta.

TOMATES VERDES E FRITOS



Evelyn Couch é uma esposa deprimida que não tem muito a atenção de seu marido. Ela visita sua tia no hospital toda semana, onde em uma visita rotineira, conheceu Ninny Threadgoode, uma senhora de 83 anos que adora contar histórias. Ninny conta a história de Idgie Threadgoode, uma moça dos anos 20 que contrói uma amizade verdadeira com Ruth. Ambas são vistas com maus olhos pelas pessoas da cidade, por apoiarem os negros e lhes darem comida nos fundos da lanchonete.


UMA MENTE BRILHANTE


É um drama intensamente humano, inspirado nos eventos da vida de um gênio de verdade - o matemático John Forbes Nash, Jr. Nascido numa família de classe média numa pequena cidade de West Virginia, ele fascinou o mundo intelectual há mais de 50 anos com uma surpreendente descoberta. Seu trabalho pioneiro sobre a "teoria do jogo" tornou-o o astro da "Nova Matemática" na década de 50 - mas sua ascensão mudou de rumo drasticamente quando seu brilhantismo intuitivo foi afetado pela esquizofrenia. Enfrentando desafios que destruíram muitas outras pessoas com essa doença, John Nash lutou com a ajuda de sua devotada mulher, Alicia, e, depois de décadas de dedicação, conseguiu superar a tragédia e chegou até a receber o Prêmio Nobel de 1994. Lenda viva, o matemático continua envolvido em seu trabalho até hoje.


MELHOR É IMPOSSÍVEL


Em Nova York, um escritor grosseiro e sarcástico (Jack Nicholson) tem como alvos principais um artista gay (Greg Kinnear), que é seu vizinho, e uma garçonete (Helen Hunt) que enfrenta problemas por ser mãe solteira e ter que se desdobrar para cuidar de seu filho, que tem asma crônica. Mas o destino vai fazer com que eles fiquem muito mais próximos do que poderiam imaginar.



MENINOS NÃO CHORAM


Teena Brandon se tornou Brandon Teena e passou a reivindicar uma nova identidade, masculina, numa cidade rural de Falls City, Nebraska. Brandon inicialmente consegue criar uma imagem masculinizada de si mesma, se apaixonando pela garota com quem sai, Lana, e se tornando amigo de John e Tom. Entretanto, quando a identidade sexual de Brandon vem público, a revelação ativa uma espiral crescente de violência na cidade.

Artigo: Depressão Infantil


Depressão infantil – o diagnóstico é difícil, mas você pode observar alguns sinais que denunciam que o problema existe

            Os pais devem ficar atentos ao sofrimento emocional das crianças, que geralmente é expresso nas atividades rotineiras, como dificuldade na escola, perda do interesse por brincar, atitudes hostis e irritabilidade nas relações interpessoais.

            “Também pode acontecer mudanças no padrão de sono e alimentação da criança”, afirma Gustavo Giovanetti, psiquiatra do Centro de Referência da Infância e Adolescência (Cria), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

            Diagnóstico difícil

·         O médico explica que o diagnóstico é complicado porque os sintomas ocorrem numa pessoa em desenvolvimento, sendo que não é uma tarefa simples qualificar as emoções como patológicas.

·         “O sentido de tristeza numa criança não tem o mesmo significado de que para um adulto. Portanto, é sempre necessária a ajuda de profissionais com experiência em atendimentos de crianças para a conclusão do diagnóstico”, afirma o médico.

·         A atuação de um ou mais profissionais especializados pode evitar um erro no diagnóstico, já que a irritabilidade infantil aparece em diversas situações, que vão desde o processo de amadurecimento até os transtornos do humor e de conduta.

·         Giovanetti explica que a irritabilidade e a agressividade são sinônimos de sofrimento emocional e não de depressão. “Na depressão, os sintomas da anedonia, perda de prazer na realização de suas tarefas, muitas vezes, traz mais impacto na vida da criança”.

Solução

·         O tratamento da depressão infantil pede mais que remédios, sendo necessárias intervenções na criança, na família e no ambiente escolar.

·         Os sintomas da doença podem prejudicar o desenvolvimento físico e emocional, exigindo o uso de antidepressivos, que segundo o médico, são eficazes nessa faixa etária.

·         O especialista alerta que os problemas emocionais ocorrem em fases, mas se não forem tratados, podem gerar novas crises no futuro ou, ainda, manifestarem-se de forma crônica.

·         Aos pais caberão a orientação e, se necessário, tratamento para melhorar a qualidade do relacionamento emocional e afetivo no contexto familiar.

SINTOMAS

è Perda de prazer em realizar tarefas cotidianas;

L Tristeza;

ÂMudança de padrão de sono e alimentação;

~Irritabilidade;

Hostilidade;

¨Dificuldade na escola;

DPerda do interesse por brincar.

Depoimento de quem viveu o drama

“Ele não se parecia com nenhum colega da sua classe desde pequeno. Brigava com os colegas e professora, depois ficava agressivo. Sofria muito e não sabia falar o que sentia. Eram problemas  na escola, tinha irritabilidade constante e, algumas vezes, dizia que queria morrer e não sentir mais nada. A situação me enlouquecia e procurei vários médicos e psicólogos. Quando ele tinha nove anos, já desanimada, fui para mais uma tentativa em uma psiquiatra infantil. Vinte minutos de conversa e veio o diagnóstico surpreendente: ‘seu filho tem depressão e séria. Vamos começar com medicamento e terapia já.’

Fiquei assustada. Queria resistir, mas comecei o tratamento. Não me arrependo. São quase dois anos de remédio e terapia ininterruptos, que custam muito caro, mas sinto que ele voltou a ter alegria e interesse pela vida.”

 Revista Malu.com.br pg 44

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(14) 3235-3881